O Fevereiro Roxo é um convite à conscientização — e, no caso da fibromialgia, à compreensão correta da dor. Para milhões de pessoas, viver com fibromialgia não é “exagero”, nem “invenção”. É uma condição neurobiológica de dor crônica central, com impacto real sobre o sono, a energia, a memória e a qualidade de vida.
Neste post, você vai entender o que acontece no cérebro na fibromialgia e como a fotobiomodulação transcraniana (FBMt) pode atuar como terapia complementar no manejo da dor e da fadiga, com foco no uso domiciliar do Boné Infrallux, da Infrallux.
O que é fibromialgia? Por que a dor é “central”?
A fibromialgia é uma síndrome de dor crônica difusa, acompanhada com frequência por fadiga intensa, distúrbios do sono, alterações de memória e concentração (“névoa mental”), assim como hipersensibilidade a estímulos que normalmente não seriam incômodos.

Fonte: Revista Veja. 16 ago 2025.
O ponto-chave: a dor da fibromialgia não nasce apenas nos músculos. Ela está ligada a uma disfunção do sistema nervoso central, especialmente nos mecanismos que processam e modulam a dor. O cérebro passa a interpretar sinais comuns como dolorosos, em um fenômeno conhecido como sensibilização central. A dor ainda pode nascer de uma patologia nos nervos (gânglios da raiz dorsal) causada pelo estresse e mantida pelo sistema nervoso simpático.
Por isso, tratamentos que atuam diretamente no cérebro fazem sentido dentro de uma estratégia terapêutica integrada.
Notícia importante
A Lei Federal nº 15.176/2025, sancionada em julho de 2025, passou a vigorar em janeiro de 2026, reconhecendo a fibromialgia como deficiência (PCD) para fins legais no Brasil.
Esta norma garante atendimento integral pelo SUS, possibilidade de BPC/LOAS, direitos de acessibilidade, prioridade no atendimento, viabilidade de aposentadoria especial e inclusão no mercado de trabalho (como cotas em concursos).
Por que tratar o cérebro e não só o local da dor?
Em condições de dor aguda, faz sentido focar no local lesionado. Já na fibromialgia, a dor é mantida por circuitos cerebrais hiperativos, com desequilíbrios neuroquímicos e metabólicos.
Abordagens modernas buscam regular esses circuitos, ajudando o cérebro a “recalibrar” a forma como percebe e responde aos estímulos. É nesse contexto que entra a fotobiomodulação transcraniana.
O que é a fotobiomodulação transcraniana (FBMt)?
A FBMt é o uso terapêutico de luz vermelha e infravermelha próxima (NIR) aplicada sobre o crânio, permitindo que a luz alcance tecidos cerebrais superficiais.
Essa luz não aquece, não queima e não causa dor. Ela atua em nível celular, especialmente nas mitocôndrias, que são as “usinas de energia” das células.
Principais mecanismos biológicos envolvidos
De forma resumida e cientificamente estabelecida, a FBMt promove:
- Aumento da produção de ATP
Mais energia celular, o que favorece o funcionamento adequado dos neurônios envolvidos no controle da dor. - Liberação controlada de óxido nítrico (NO)
O NO melhora a microcirculação cerebral, otimizando a entrega de oxigênio e nutrientes. - Modulação da atividade neural
Ajuda a reduzir padrões de hiperexcitabilidade associados à dor crônica e à hipersensibilidade.
Esses efeitos não são locais: eles impactam redes cerebrais inteiras relacionadas à dor, ao sono e ao humor.
FBMt e fibromialgia: o que a ciência confirma?
Estudos clínicos e experimentais vêm mostrando que a fotobiomodulação transcraniana pode contribuir para:
- Redução da intensidade da dor;
- Diminuição da hipersensibilidade dolorosa;
- Melhora do sono;
- Redução da fadiga;
- Impacto positivo na qualidade de vida.
Importante: a FBMt não substitui o acompanhamento médico, a atividade física orientada ou outras terapias. Ela atua como terapia complementar, integrando-se a um plano de cuidado mais amplo.
Por que o Boné Infrallux é indicado para uso domiciliar?

Pacientes com fibromialgia se beneficiam especialmente de tratamentos contínuos e de baixa carga de estresse. A adesão ao tratamento é um desafio quando a dor e a fadiga fazem parte do dia a dia.
O Boné Infrallux foi desenvolvido justamente para esse cenário:
- Uso domiciliar, simples e confortável
Pode ser utilizado em casa, sem interferir na rotina. - Distribuição homogênea da luz
O formato em boné permite uma aplicação equilibrada sobre áreas cerebrais relevantes. - Tecnologia não invasiva e segura
Adequada para uso contínuo, respeitando protocolos orientados por profissionais de saúde. - Foco no cérebro, não em um ponto específico da dor
Essencial para uma condição de dor crônica central como a fibromialgia.
Para muitos pacientes, essa combinação significa mais autonomia, menos deslocamentos até o consultório e mais constância terapêutica.
Conclusão: fibromialgia não é “dor psicológica”
Um dos maiores desafios enfrentados por quem vive com fibromialgia é a deslegitimação da dor. A ciência é clara: trata-se de uma condição neurobiológica, com alterações mensuráveis no funcionamento do sistema nervoso.
A fotobiomodulação transcraniana reforça essa visão moderna, ao atuar diretamente nos mecanismos centrais da dor, não apenas nos sintomas periféricos.
Reconhecer a fibromialgia como uma condição real é o primeiro passo para um cuidado mais humano, eficaz e baseado em evidências.
O Boné Infrallux se posiciona como uma ferramenta de apoio segura, acessível e alinhada à ciência atual, especialmente para quem busca soluções que respeitem os limites do corpo e do dia a dia.
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