O ILIB Sublingual é uma forma não invasiva de fotobiomodulação sistêmica em que a luz é aplicada sob a língua, na região de mucosa sublingual, rica em vasos sanguíneos e sem barreira cutânea. A proposta é favorecer a interação da luz com o sangue que circula nesse leito vascular, em um racional semelhante ao da fotobiomodulação vascular clássica, mas sem punção venosa.
Para o profissional da saúde, a pergunta prática é: existe evidência específica para essa via ou estamos apenas extrapolando dados do ILIB intravenoso?
Hoje, já há estudos clínicos com ILIB Sublingual em artrite idiopática juvenil, COVID-19 moderada, doença hepática gordurosa não alcoólica e esclerose múltipla, além de investigações em contextos respiratórios, sempre com a técnica posicionada como recurso complementar.
O que é o ILIB Sublingual?
ILIB vem de Intravascular Laser Irradiation of Blood, termo originalmente usado para a irradiação do sangue por via intravascular. Com o tempo, a mesma lógica de fotobiomodulação do sangue passou a ser aplicada também por vias não invasivas, como a transcutânea (sobre artérias superficiais) e a transmucosa.
No ILIB Sublingual, o alvo passa a ser a mucosa sob a língua: uma região pouco pigmentada, extremamente vascularizada e com baixo espessamento tecidual, o que facilita a passagem da luz até os vasos locais.
Isso permite entregar energia luminosa ao sangue sem cateter, com potencial de induzir efeitos sistêmicos semelhantes aos descritos em ILIB intravascular e vascular transcutâneo, porém com logística mais simples.
Como funciona o ILIB Sublingual do ponto de vista biológico?
A fotobiomodulação (FBM) é estudada por sua capacidade de interagir com cromóforos celulares – estruturas sensíveis à luz – especialmente nas mitocôndrias. Em comprimentos de onda na faixa do vermelho e infravermelho próximo, um dos alvos mais discutidos é o citocromo c oxidase, parte da cadeia respiratória mitocondrial.

Quando a luz é absorvida por esses cromóforos, a literatura descreve possíveis efeitos sobre:
- produção de ATP (energia celular);
- liberação e modulação de óxido nítrico (NO), com impacto em vasodilatação e microcirculação;
- equilíbrio redox, com ajuste de espécies reativas de oxigênio em níveis fisiológicos;
- vias ligadas à inflamação e ao reparo tecidual.
No contexto sistêmico, revisões sobre ILIB mostram que essa modulação pode se traduzir em alterações de citocinas inflamatórias, aumento de citocinas anti-inflamatórias, melhora de parâmetros hemodinâmicos e ajustes em marcadores de estresse oxidativo.
O ILIB Sublingual se apoia exatamente nesse racional, usando a mucosa sublingual como “porta de entrada” óptica para o sangue.
O que dizem os estudos específicos sobre ILIB Sublingual?
Doença hepática gordurosa não alcoólica, ou “gordura no fígado”
Um estudo piloto prospectivo e randomizado1 avaliou a fotobiomodulação por ILIB Sublingual transvascular em 32 pacientes com doença hepática gordurosa não alcoólica, também conhecida como esteatose hepática ou “gordura no fígado”.
Os participantes foram divididos em grupo placebo e grupo FBM, que recebeu LED vermelho de 660 nm sobre os vasos sublinguais, em 3 pontos, com 5 mW por ponto, durante 7 minutos, uma vez por semana, ao longo de 16 semanas.
O resultado chamou atenção: no grupo submetido à fotobiomodulação, houve redução do grau de esteatose em 93,8% dos pacientes, observada por ultrassonografia, contra 37,5% no grupo placebo.
Também foram relatadas reduções estatisticamente significativas de triglicérides, colesterol total, LDL, GGT e IMC, sem alterações patológicas nos demais biomarcadores hepáticos avaliados.
Esse estudo é especialmente relevante para a Infrallux porque investigou uma aplicação sublingual transvascular com um equipamento próprio (Linealux, o atual ILIB Sublingual), dentro de um protocolo não invasivo e voltado à modulação sistêmica.
COVID-19 moderada
Um estudo clínico piloto, prospectivo, randomizado e controlado2 avaliou o uso de irradiação transvascular sublingual com LED em pacientes hospitalizados com COVID-19 moderada.
A pesquisa incluiu 14 pacientes internados em unidade de suporte ventilatório, divididos em dois grupos: placebo, com o equipamento desligado, e fotobiomodulação, que recebeu o tratamento convencional associado à aplicação diária de LED sobre os vasos sublinguais.
O protocolo utilizou um equipamento de LED em modo contínuo (Linealux, o atual ILIB Sublingual), aplicado por via transvascular sublingual em três pontos da mucosa, durante 420 segundos — o equivalente a 7 minutos — por até 7 dias consecutivos (1 sessão diária). O objetivo foi observar demanda de oxigênio suplementar, saturação de O₂, exames laboratoriais e tempo de internação.
Os resultados apontaram menor necessidade de suplementação de oxigênio no grupo tratado, com diferença estatisticamente significativa, além de melhora da creatinina sérica e normalização da saturação de O₂ em todos os pacientes que receberam a fotobiomodulação.
O tempo de internação também foi menor no grupo que recebeu FBM: de 3 a 6 dias, enquanto no grupo placebo variou de 4 a 23 dias.
Doenças pulmonares
Uma revisão crítica publicada no periódico Lasers in Medical Science3 analisou estudos sobre ILIB e fotobiomodulação vascular no contexto de doenças pulmonares, incluindo bronquite, asma, pneumonia e tuberculose.
A revisão reuniu 10 estudos clínicos em humanos e 2 estudos experimentais em animais. De modo geral, os trabalhos analisados relataram efeitos favoráveis sobre doenças respiratórias, com redução de marcadores inflamatórios, melhora de efeitos antioxidantes, parâmetros hemodinâmicos, eficiência das trocas gasosas e redução de períodos de hospitalização.
Entre os estudos resumidos, houve relatos de melhora da atividade bactericida de neutrófilos em pneumonia, redução da viscosidade sanguínea em crianças com pneumonia destrutiva bilateral, melhora de parâmetros hemodinâmicos em bronquite crônica, melhora de propriedades morfofuncionais das hemácias em asma, aumento da complacência pulmonar e da eficiência das trocas gasosas em pacientes asmáticos, além de achados favoráveis em bronquite obstrutiva e tuberculose quando o ILIB foi associado ao tratamento convencional.
Artrite idiopática juvenil
Um ensaio clínico randomizado, simples-cego e controlado por placebo4 avaliou a terapia ILIB em 105 crianças com artrite idiopática juvenil com resposta insatisfatória ao tratamento convencional. Todos os pacientes receberam metotrexato e foram divididos em três grupos: ILIB ativo + metotrexato, ILIB placebo + metotrexato e apenas metotrexato.
O protocolo utilizou um aplicador intraoral com três comprimentos de onda (635, 536 e 405 nm), 5 mW cada, 20 minutos por dia, 7 sessões por mês, repetidas a cada 7 semanas, por três ciclos.
Ao final de 48 semanas, a taxa de resposta ACR Pedi 30 foi de 86,11% no grupo ILIB, contra 61,11% no grupo placebo e 60,6% no grupo apenas metotrexato (P = 0,001), com redução de dor, menor número de articulações com limitação de movimento e melhora de qualidade de vida.
Esclerose múltipla
Em indivíduos com esclerose múltipla remitente‑recorrente, um ensaio randomizado5 avaliou os efeitos da fotobiomodulação sistêmica aplicada em dois lugares distintos: região sublingual ou região da artéria radial, ambos com laser 808 nm, 100 mW, 360 s por sessão, duas vezes por semana, por 12 semanas.
O estudo demonstrou aumento significativo de IL‑10 (citocina anti-inflamatória) em ambos os grupos, sem diferença estatisticamente significativa entre aplicação sublingual e radial, enquanto os níveis de nitritos não se alteraram de forma relevante.
Os autores sugerem que a FBM sistêmica – incluindo a via sublingual – pode ser uma abordagem complementar promissora na modulação imunológica da esclerose múltipla, sempre associada ao tratamento medicamentoso.
Para quais condições o ILIB Sublingual pode ser considerado hoje?
A partir desses e de outros trabalhos similares, o ILIB Sublingual vem sendo considerado como recurso adjuvante em três grandes eixos clínicos:
- Processos inflamatórios e autoimunes, como artrite idiopática juvenil e esclerose múltipla, com foco em dor, função e modulação de citocinas;
- Condições respiratórias e de oxigenação, como COVID‑19 moderada, buscando reduzir demanda de oxigênio, tempo de internação e impacto sistêmico da inflamação;
- Quadros crônicos com inflamação de baixo grau, nos quais ILIB intravascular e vascular já mostraram efeitos em marcadores inflamatórios, oxidativos e hemodinâmicos – contexto em que a via sublingual surge como alternativa não invasiva alinhada ao mesmo racional.
Em todos os casos, a técnica é posicionada como complementar, integrada a tratamento farmacológico, reabilitação, hábitos de vida e acompanhamento multiprofissional, nunca como substituta de condutas médicas.
O ILIB Sublingual da Infrallux foi desenvolvido para aproximar a fotobiomodulação sistêmica da rotina clínica, com aplicação não invasiva e alinhada às evidências científicas atuais. Conheça aqui.
Como integrar o ILIB Sublingual à prática clínica?
Para fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, biomédicos e outros profissionais, o ILIB Sublingual pode ser incorporado como recurso adjuvante em protocolos que já incluem avaliação clínica, reabilitação, manejo da dor, estratégias anti-inflamatórias e acompanhamento médico.
Alguns pontos práticos:
- selecionar casos em que haja justificativa fisiopatológica (inflamação sistêmica, dor crônica, fadiga, suporte à oxigenação);
- evitar improvisos de dosimetria;
- monitorar desfechos objetivos (dor, função, saturação de O₂, marcadores laboratoriais quando cabível) e reavaliar periodicamente a pertinência do protocolo;
- afirmar claramente ao paciente que se trata de recurso complementar, associado a terapias consagradas para cada condição.
Na Infrallux, o ILIB Sublingual é apresentado como uma tecnologia que pode ser integrada tanto a protocolos de consultório quanto a programas de continuidade domiciliar sob supervisão profissional, sempre com foco em segurança e confiabilidade dos parâmetros.
O equipamento tem registro na Anvisa e é certificado pelo Inmetro.
Cuidados, limites e contraindicações
Antes de indicar o ILIB Sublingual, é importante avaliar se o paciente apresenta:
- fotossensibilidade ou está em uso de medicamentos fotossensibilizantes;
- lesões, infecções ou sangramentos na mucosa oral;
- condições sistêmicas não estabilizadas (cardiovasculares, respiratórias, hematológicas, autoimunes em fase aguda);
- gestação, epilepsia fotossensível e outros quadros em que a literatura ainda é limitada.
A técnica não substitui acompanhamento médico, ajustes de medicação, psicoterapia, fisioterapia, fonoaudiologia ou outras intervenções necessárias.
Veja aqui como integrar essa tecnologia à sua prática de forma responsável, complementar e baseada em evidências.
Conclusão
O ILIB Sublingual é uma forma de fotobiomodulação sistêmica não invasiva que utiliza a mucosa sob a língua como via de acesso óptico ao sangue, com base em mecanismos de modulação mitocondrial, óxido nítrico, inflamação e microcirculação.
Ensaios clínicos já mostram resultados encorajadores em artrite idiopática juvenil, COVID‑19 moderada e esclerose múltipla, sempre em associação a tratamentos convencionais.
Ainda não se trata de uma solução pronta para todas as doenças, mas de um recurso complementar promissor que ganha sentido quando bem indicado, com dosimetria adequada e integrado a um plano terapêutico individualizado.
CONHEÇA O ILIB SUBLINGUAL INFRALLUX
FAQ – Perguntas frequentes sobre o ILIB Sublingual
1- O ILIB Sublingual funciona?
Estudos em artrite idiopática juvenil, COVID‑19 moderada e esclerose múltipla mostraram melhora de desfechos clínicos e/ou laboratoriais quando o ILIB Sublingual foi associado ao tratamento convencional, sugerindo um papel relevante como recurso complementar.
2- O ILIB Sublingual é invasivo?
Não. A aplicação é feita sob a língua, em contato com a mucosa, sem punção venosa ou cateter, utilizando LED de baixa potência.
3- O ILIB Sublingual substitui tratamento médico?
Não. Ele deve ser integrado a protocolos já existentes, como medicação, reabilitação e mudanças de estilo de vida, e não substitui condutas prescritas pelo médico.
4- Em quais condições o ILIB Sublingual já foi estudado?
Até o momento, há estudos em artrite idiopática juvenil, COVID‑19 moderada e esclerose múltipla, além de protocolos em andamento em outras doenças crônicas.
5- O ILIB Sublingual é o mesmo que o ILIB intravenoso?
Não. O racional sistêmico é semelhante, mas a via de aplicação é diferente: o ILIB intravenoso usa cateter dentro do vaso, enquanto o sublingual usa a mucosa oral como via não invasiva.
6- Quem pode indicar o ILIB Sublingual?
Profissionais da saúde que conheçam seus mecanismos, suas evidências e contraindicações, idealmente em diálogo com a equipe médica responsável pelo caso.
7- O ILIB Sublingual é seguro?
Os estudos disponíveis relatam bom perfil de segurança quando a técnica é aplicada com parâmetros adequados e seleção criteriosa de pacientes.
Referências bibliográficas
- OLIVEIRA, Luz Marina Gonçalves de Araujo. Terapia de fotobiomodulação em doença hepática gordurosa não alcoólica: estudo piloto. 2019. 134 f. Tese (Doutorado em Medicina) – Universidade Nove de Julho, São Paulo, 2019.
- MIACHON, Mateus Domingues et al. Analysis of the potential of blood transvascular sublingual with light-emitting diode irradiation in COVID-19 patients: a pilot clinical study. Photobiomodulation, Photomedicine, and Laser Surgery, v. 40, n. 9, p. 622-631, 2022. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36070590/. Acesso em: 25 maio 2026.
- SCHAPOCHNIK, Adriana et al. Intravascular laser irradiation of blood (ILIB) used to treat lung diseases: a short critical review. Lasers in Medical Science, v. 38, art. 93, 2023. Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s10103-023-03750-0. Acesso em: 25 maio 2026.
- AILIOAIE, L. M. et al. Innovations and challenges by applying sublingual laser blood irradiation in juvenile idiopathic arthritis. International Journal of Photoenergy, 2014. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1155/2014/130417. Acesso em: 28 abr. 2026.
- SILVA, T. et al. Effects of photobiomodulation on interleukin‑10 and nitrites in individuals with relapsing‑remitting multiple sclerosis – randomized clinical trial. PLoS ONE, v. 15, n. 4, e0230551, 2020. Disponível em: https://journals.plos.org/plosone/article/file?id=10.1371%2Fjournal.pone.0230551&type=printable. Acesso em: 28 abr. 2026.
- SILVA, T. et al. Effect of photobiomodulation treatment in the sublingual, radial artery region, and along the spinal column in individuals with multiple sclerosis: protocol for a randomized, controlled, double-blind, clinical trial. Medicine (Baltimore), v. 97, n. 19, e0627, 2018. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5959421/. Acesso em: 28 abr. 2026.
- BRASSOLATTI, P. et al. Systemic photobiomodulation: an integrative review of evidence for intravascular laser irradiation of blood and vascular photobiomodulation. Lasers in Medical Science, v. 40, n. 1, p. 35‑48, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39847118/. Acesso em: 28 abr. 2026.
- VASCONCELOS, M. R. et al. Influence of intravascular laser irradiation of blood (ILIB) on inflammatory cytokines and nitric oxide in vivo: a systematic review. Lasers in Medical Science, v. 39, n. 1, p. 85‑97, 2024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38433159/. Acesso em: 28 abr. 2026.
- HAMBLIN, M. R. Mechanisms and mitochondrial redox signaling in photobiomodulation. Photochemistry and Photobiology, v. 94, n. 2, p. 199‑212, 2018. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5844808/. Acesso em: 28 abr. 2026.
- XU, J. et al. Photobiomodulation and nitric oxide signaling. Nitric Oxide, v. 103, p. 39‑45, 2020. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9808891/. Acesso em: 28 abr. 2026.
