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Tudo sobre o Infrallux

O Boné Infrallux é uma tecnologia de fotobiomodulação transcraniana desenvolvida para aplicar luz infravermelha próxima sobre a região craniana de forma não invasiva, com parâmetros definidos e proposta de uso domiciliar supervisionado. 

Na prática, ele não substitui acompanhamento médico, reabilitação, psicoterapia, medicações ou protocolos clínicos. Seu papel é atuar como recurso complementar em estratégias de suporte à função cerebral, cognição, envelhecimento saudável e continuidade terapêutica.

A principal dúvida de quem pesquisa por Infrallux costuma ser simples: “essa luz realmente tem base científica?”. 

A resposta mais precisa é: existe uma base biológica plausível para a fotobiomodulação transcraniana e há estudos conduzidos pela Infrallux e pela Cosmedical em áreas como cognição, motricidade fina e saúde mental. Esses dados são promissores.

O que é fotobiomodulação transcraniana?

Como a fotobiomodulação age no organismo. A FBM atua em diferentes frentes, desde a melhora da função das mitocôndrias até a regulação de processos ligados à inflamação, circulação e ao reparo neural. Entre seus principais efeitos estão o aumento da produção de energia celular, a ativação de mecanismos antioxidantes, a melhora do fluxo sanguíneo, a redução da neuroinflamação e da morte celular, além do estímulo à neurogênese. 
Fonte: WANG, Lian et al. Photobiomodulation: shining a light on depression. Theranostics, v. 15, n. 2, p. 362–383, 1 jan. 2025. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11671386/. Acesso em: 28 abr. 2026.

A fotobiomodulação transcraniana, também chamada de FBMt ou tPBM, consiste na aplicação de luz infravermelha próxima sobre o couro cabeludo, com o objetivo de modular processos celulares e neurofisiológicos. Diferentemente de procedimentos invasivos, a técnica não exige cirurgia, punção ou fármacos.

O interesse científico pela FBMt cresceu porque a luz, quando aplicada com parâmetros adequados, pode interagir com estruturas celulares sensíveis à energia luminosa. Em especial, a literatura descreve a participação do citocromo c oxidase, um cromóforo mitocondrial relacionado à respiração celular, à produção de ATP e à sinalização por óxido nítrico.

Em termos simples: a luz não “liga” o cérebro como um interruptor. Ela oferece um estímulo físico capaz de influenciar processos associados à energia celular, microcirculação, equilíbrio redox, neuroinflamação e neuroplasticidade. Essa é a base investigada para aplicações em cognição, dor crônica, reabilitação neurológica e saúde cerebral.

Como o Boné Infrallux funciona?

O Boné Infrallux utiliza luz infravermelha próxima em um formato pensado para aplicação transcraniana. A proposta é oferecer uma tecnologia confortável, não invasiva e compatível com uso domiciliar supervisionado, sempre respeitando indicação, frequência, tempo de aplicação e contraindicações.

Dentro do ecossistema da marca Infrallux, o Boné Infrallux se posiciona como solução para uso em casa, com orientação profissional, enquanto o Capacete Neurollux é voltado ao uso clínico/profissional. Essa diferença é importante: o ambiente clínico permite avaliação, prescrição e acompanhamento mais próximo; o uso domiciliar pode ajudar na continuidade quando há indicação adequada do profissional de saúde.

O que os estudos com tecnologia Infrallux mostram?

As evidências envolvendo a tecnologia Infrallux não se limitam a uma única frente. Incluem:

  • ensaio clínico randomizado em cognição; 
  • ensaio clínico em fibromialgia; 
  • estudo publicado sobre motricidade fina em paratletas; 
  • revisão sobre doenças degenerativas; 
  • e um protocolo de pesquisa em adolescentes com transtorno depressivo maior. 

Cognição e BDNF em adultos com mais de 50 anos

Um dos estudos mais relevantes1 avaliou os efeitos da fotobiomodulação transcraniana por meio do dispositivo fabricado pela Infrallux/Cosmedical, em adultos de 50 a 79 anos com comprometimento cognitivo leve. 

O relatório descreve um ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo conduzido no LaNEx/UNISUL, com 93 participantes alocados inicialmente e 76 participantes que completaram o estudo.

O protocolo utilizou 24 sessões de 20 minutos, três vezes por semana, ao longo de 60 dias, com aplicação em toda a cabeça. O dispositivo combinava LEDs vermelhos de 660 nm e infravermelhos de 850 nm, mirando regiões frontais, parietais, temporais e occipitais bilateralmente.

Os resultados indicaram melhora significativa da cognição medida pelo MoCA em comparação ao placebo. O delta do MoCA foi de 3,20 no grupo FBMt e 1,97 no grupo placebo, com persistência do efeito no acompanhamento. 

O estudo também observou aumento médio de BDNF sérico de 26,66% no grupo FBMt, contra 11,26% no grupo placebo, reforçando a relação investigada entre fotobiomodulação, cognição e biomarcadores de neuroplasticidade.

Esse dado é importante porque o BDNF é uma proteína associada à plasticidade neural, memória e adaptação do sistema nervoso. 

Dor crônica, fibromialgia e qualidade de vida

Outro estudo2 avaliou a fotobiomodulação transcraniana em mulheres com fibromialgia, condição marcada por dor crônica generalizada, fadiga, alterações do sono, sintomas cognitivos e sensibilização central. 

O ensaio foi randomizado, duplo-cego e controlado por simulação, com mulheres em tratamento farmacológico e diagnóstico baseado nos critérios do Colégio Americano de Reumatologia.

O protocolo utilizou o Capacete Neurollux, comercializado pela Cosmedical para profissionais de saúde, com 204 LEDs: 102 vermelhos de 660 nm e 102 infravermelhos de 850 nm. Foram realizadas 24 sessões de 20 minutos, três vezes por semana, durante oito semanas.

Na análise dos resultados, a FBMt reduziu os escores de dor, aumentou os níveis séricos de BDNF e melhorou parâmetros relacionados ao impacto da fibromialgia na qualidade de vida. O estudo também relatou boa tolerabilidade, com efeitos leves, como desconforto pelo peso do dispositivo (cerca de 1 kg), leve aquecimento, coceira no couro cabeludo, sonolência ou alteração do sono.

A leitura clínica deve ser prudente: não se trata de afirmar que a FBMt “cura fibromialgia”, mas de reconhecer que há investigação específica sobre dor nociplástica, qualidade de vida e mecanismos centrais associados à síndrome.

Motricidade fina em paratletas de bocha

Um estudo3 publicado no periódico Photochemistry and Photobiology investigou a fotobiomodulação transcraniana em seis paratletas de bocha com comprometimentos neurológicos, avaliando destreza manual e coordenação intralímbica. A intervenção utilizou o capacete de LED, com 204 LEDs alternando 660 e 850 nm, em sessões de 15 minutos, três vezes por semana.

Os testes incluíram tarefas de destreza manual, como o Box and Ball Test, além de testes de toque horizontal e vertical. Os resultados mostraram melhora significativa da destreza manual no grupo com FBMt em comparação ao placebo, redução do tempo em movimentos verticais discretos e aumento da frequência de movimentos no teste vertical contínuo.

Embora seja um estudo pequeno e com população específica, ele amplia a discussão sobre FBMt para além da cognição, sugerindo possível relevância em habilidades motoras finas, coordenação e reabilitação neurofuncional. 

Para fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e profissionais de reabilitação, esse tipo de dado ajuda a pensar na luz como recurso adjuvante em protocolos funcionais, não como intervenção isolada.

Doenças degenerativas: visão geral 

Uma revisão4 sobre fotobiomodulação amplia a discussão para além do uso pontual da luz em sintomas isolados. O artigo apresenta a FBMt como uma abordagem não invasiva estudada em processos associados ao envelhecimento, à neuroinflamação, ao estresse oxidativo, à disfunção mitocondrial e à perda progressiva de função celular — mecanismos que aparecem em diferentes condições crônicas e degenerativas.

No campo neurológico, a revisão discute doenças como Alzheimer e Parkinson a partir de alterações comuns, como prejuízo da função mitocondrial, inflamação persistente, dano oxidativo, alterações de perfusão cerebral e comprometimento de redes relacionadas à memória, ao movimento e à função executiva. 

No Alzheimer e em quadros de declínio cognitivo, por exemplo, o interesse está na possibilidade de modular vias relacionadas à energia neuronal, ao acúmulo de proteínas patológicas, à conectividade cerebral e ao desempenho cognitivo. 

No Parkinson, a discussão passa por mecanismos de neuroproteção, suporte à função dopaminérgica, melhora de parâmetros motores e possível influência sobre equilíbrio, mobilidade e cognição. 

Já no envelhecimento cerebral, a revisão destaca a relação entre fotobiomodulação, metabolismo energético, resposta inflamatória e funções cognitivas como memória, atenção e função executiva.

Outro ponto interessante é que o artigo não limita a fotobiomodulação ao cérebro. Ele também aborda distúrbios do sono, zumbido, doenças articulares degenerativas e eixo intestino-cérebro, sugerindo que a luz pode atuar tanto localmente quanto de forma sistêmica, dependendo da região irradiada, dos parâmetros utilizados e do objetivo terapêutico.

Saúde mental e estudo em adolescentes com depressão

Um relatório5 publicado no Photonics descreve o racional e o desenho de um estudo em andamento para avaliar fotobiomodulação remota em adolescentes com transtorno depressivo maior. O protocolo busca investigar sintomas depressivos, ansiedade, estresse, resiliência, qualidade de vida, sono e biomarcadores relacionados a estresse oxidativo e função mitocondrial.

O estudo prevê três grupos: controle, fotobiomodulação transcraniana com boné e fotobiomodulação combinada com boné e manta abdominal. Para a aplicação transcraniana, o dispositivo descrito é um Boné Infrallux, com 198 LEDs de 850 nm cobrindo a cabeça; para a aplicação abdominal, o protocolo usa a manta Sportllux Advanced Pro Back.

Como é um protocolo de pesquisa, seu valor está em mostrar que a tecnologia Infrallux está sendo investigada em ambiente controlado, com desfechos neuropsicológicos e biomarcadores, dentro de uma hipótese moderna que envolve mitocôndrias, neuroinflamação, estresse oxidativo e eixo intestino-cérebro.

Como o Boné Infrallux pode entrar na rotina?

Na prática, a fotobiomodulação transcraniana pode ser considerada em três contextos principais: suporte à saúde cerebral, continuidade domiciliar supervisionada e integração a protocolos clínicos de reabilitação.

Em saúde cerebral e envelhecimento saudável, o interesse está em funções como memória, atenção, função executiva e vitalidade cognitiva. Na reabilitação neurofuncional, a FBMt pode ser estudada como apoio a estratégias que envolvem movimento, coordenação, dor crônica e adaptação neural. Em saúde mental, há investigação em depressão, ansiedade, sono e regulação emocional.

A decisão de uso deve considerar histórico clínico, objetivos, medicamentos, sensibilidade à luz, condições neurológicas, doenças ativas e orientação profissional. 

O mais importante é entender que a tecnologia não trabalha sozinha: ela faz mais sentido quando inserida em um plano que também inclui avaliação, acompanhamento, hábitos de saúde e condutas terapêuticas adequadas.

Cuidados, limites e contraindicações

A FBMt é uma tecnologia não invasiva, mas isso não significa que seja indicada para todos. Pessoas com epilepsia, hipersensibilidade à luz, doenças oncológicas ou infecciosas ativas, gestantes, lactantes, durante o uso de medicamentos fotossensibilizantes, sobre lesões suspeitas na área de aplicação ou em condições neurológicas complexas devem buscar avaliação profissional antes de usar.

Também é essencial respeitar os parâmetros pré-programados do dispositivo. Em fotobiomodulação, mais potência, mais tempo ou mais sessões não significam necessariamente melhor resultado. A resposta biológica depende de: 

  • dose; 
  • comprimento de onda; 
  • frequência; 
  • área irradiada; 
  • e características individuais.

Conclusão

O Boné Infrallux se posiciona em um ponto estratégico da saúde cerebral contemporânea: entre a ciência da fotobiomodulação transcraniana, a prática clínica e a possibilidade de continuidade domiciliar supervisionada. 

Os estudos com tecnologia Infrallux/Cosmedical fortalecem essa narrativa ao investigar cognição, BDNF, dor crônica, qualidade de vida, motricidade fina e saúde mental com diferentes desenhos de pesquisa.

A mensagem central é clara: a FBMt não é promessa de cura nem substitui tratamentos estabelecidos. Mas, quando bem indicada, pode ser integrada como recurso complementar em estratégias de suporte à função cerebral, reabilitação neurofuncional e envelhecimento saudável.

FAQ: tudo sobre o boné Infrallux

O que é o Boné Infrallux?

O Boné Infrallux é uma tecnologia de fotobiomodulação transcraniana que utiliza luz infravermelha próxima aplicada sobre a cabeça para suporte à função cerebral, sempre como recurso complementar.

A fotobiomodulação transcraniana funciona?

Sim. A literatura sobre FBMt reúne estudos promissores em cognição, dor crônica, motricidade e saúde cerebral. Os resultados dependem dos parâmetros, da indicação e do contexto clínico.

O Boné Infrallux substitui o tratamento médico?

Não. O Boné Infrallux não substitui diagnóstico, medicação, psicoterapia, fisioterapia, fonoaudiologia ou reabilitação. Ele deve ser usado como recurso complementar.

Qual a diferença entre Boné Infrallux e Capacete Neurollux?

O Boné Infrallux é voltado ao uso domiciliar supervisionado. O Capacete Neurollux é uma solução de uso clínico/profissional, indicada para consultórios e protocolos acompanhados.

A luz infravermelha chega mesmo ao cérebro?

Parte da luz infravermelha próxima pode atravessar o crânio e atingir estruturas corticais, especialmente quando são usados parâmetros adequados.

A fotobiomodulação pode ajudar na memória?

A FBMt tem sido investigada em cognição, memória e comprometimento cognitivo leve. Estudos com a tecnologia da Cosmedical observaram melhora no MoCA e aumento do BDNF em adultos acima de 50 anos.

Existe fotobiomodulação para fibromialgia?

Há um estudo com FBMt e o Capacete Neurollux em mulheres com fibromialgia, com resultados promissores em dor, BDNF e impacto na qualidade de vida. A tecnologia não substitui o tratamento médico.

A fotobiomodulação é segura?

Em estudos clínicos, a FBMt foi bem tolerada. Ainda assim, deve ser usada com orientação, respeitando contraindicações, parâmetros e condições individuais.

Referências bibliográficas

  1. MARTINS, Daniel Fernandes et al. Avaliação dos efeitos da fotobiomodulação transcraniana por meio do dispositivo Infra Red na cognição e nos níveis séricos de BDNF em adultos com mais de 50 anos: um ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Relatório técnico. Palhoça: Laboratório de Neurociência Experimental, Universidade do Sul de Santa Catarina, [s.d.]. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/17reD-sBHTFhyZtUHFYxNPVslCVa3utAp/view. Acesso em: 28 abr. 2026. 
  2. SILVA, Rafaela Hardt da et al. Efeitos da fotobiomodulação transcraniana na dor e impacto na qualidade de vida em mulheres com fibromialgia: um ensaio clínico randomizado duplo-cego e controlado por simulação. Manuscrito científico. Palhoça: Universidade do Sul de Santa Catarina, [s.d.]. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1U3PBjJ1q4ztiucGWvd6drxtjMaULx8ae/view. Acesso em: 28 abr. 2026.
  3. MORAIS GARCEZ, Edna de et al. Effects of transcranial photobiomodulation on fine motor skills in boccia para-athletes. Photochemistry and Photobiology, v. 00, p. 1–8, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39838713/. Acesso em: 28 abr. 2026.
  4. LIZARELLI, Rosane F. Z. et al. Photobiomodulation for degenerative diseases: an overview and perspectives. Photobiomodulation, Photomedicine, and Laser Surgery, v. 00, n. 00, p. 1–11, 2025. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40735780/. Acesso em: 28 abr. 2026.
  5. ALBERTI, Adriano et al. A grant report: examining the efficacy of remote photobiomodulation therapy in adolescents with major depressive disorder. Photonics, v. 11, n. 9, art. 839, 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/2304-6732/11/9/839. Acesso em: 28 abr. 2026.

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