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Performance esportiva: como funciona a FBMt no cérebro do atleta?

A performance esportiva raramente falha só no músculo. Ela falha no “comando”: no cérebro, onde tempo de reação, tomada de decisão, foco sustentado e controle motor fino são coordenados em milissegundos. É por isso que a neuromodulação deixou de ser assunto exclusivo da neurologia e passou a interessar, também, a profissionais do esporte e da reabilitação.

Neste contexto, a fotobiomodulação transcraniana (FBMt) vem ganhando espaço como abordagem não invasiva para otimização da eficiência cerebral — e o Capacete Neurollux surge como solução clínica para incorporar essa tecnologia em protocolos voltados ao atleta.

Trauma no esporte: a imagem1 representa um modelo fisiopatológico em que um evento traumático inicial desencadeia múltiplas cascatas celulares e moleculares no sistema nervoso central, culminando em disfunção nos neurônios e comprometimento do tecido cerebral. É esse o contexto em que pode entrar a fotobiomodulação transcraniana.

Performance é integração cérebro–corpo 

Treino físico melhora potência, resistência e capacidade metabólica periférica. Mas, em alto rendimento (e mesmo em atletas recreativos bem treinados), o gargalo frequentemente migra para o sistema nervoso central:

  • Tempo de reação e seleção rápida de respostas motoras;
  • Tomada de decisão sob estresse, com alto volume de informação sensorial;
  • Foco e controle atencional, evitando “erros não forçados”;
  • Coordenação e precisão, especialmente em modalidades de habilidade aberta (jogos, lutas, esportes de raquete);
  • Tolerância à carga neural (treinos intensos + competição + viagem + sono irregular).

A pergunta prática para o clínico e o staff esportivo é: como sustentar alta performance quando a sobrecarga é mais neural do que muscular?

Fadiga central: quando o atleta tem potencial, mas o cérebro reduz o comando

A fadiga central é um fenômeno em que o SNC diminui a capacidade de ativação motora e a eficiência de processamento, mesmo quando o músculo ainda não “parou”. Ela se manifesta como:

  • queda de explosão e velocidade sem explicação periférica clara;
  • piora no tempo de reação;
  • lapsos de atenção e aumento de erros;
  • sensação de “cérebro pesado” após períodos de alta exigência cognitiva/tática;
  • recuperação lenta, especialmente com sono insuficiente.

Essa fadiga conversa com neuroinflamação, estresse oxidativo, perfusão cerebral, metabolismo energético e regulação autonômica — exatamente os eixos em que a fotobiomodulação transcraniana é estudada.

O que é fotobiomodulação transcraniana e por que ela interessa ao esporte?

A FBMt utiliza luz vermelha/infravermelha próxima (NIR) aplicada no crânio para modular processos celulares e hemodinâmicos no tecido neural. Em linguagem simples: é uma tecnologia de suporte ao “metabolismo do cérebro”.

Revisões recentes em lesão cerebral traumática (traumatismo cranioencefálico) descrevem a FBMt como uma terapia promissora por atuar em múltiplas frentes da fisiopatologia (inflamação, estresse oxidativo, metabolismo mitocondrial e perfusão).

E por que isso importa para atletas? Porque o cérebro do atleta vive dois cenários comuns:

  1. sobrecarga neurocognitiva crônica (treinos, análise tática, decisões rápidas, pressão);
  2. impactos e concussões (em esportes de contato), com sintomas que podem persistir e afetar performance e saúde mental.

Como a FBMt pode modular a “eficiência neural”: ATP, conectividade e perfusão

A hipótese biológica mais aceita envolve a absorção de fótons por cromóforos mitocondriais (como o citocromo c oxidase), levando a efeitos em cascata relacionados a:

1) Aumento de ATP e suporte neurometabólico

A energia celular (ATP) é o “combustível” do disparo neuronal, da plasticidade e da manutenção de redes neurais eficientes. 

Em cérebros estressados/comprometidos, esse suporte energético pode ser decisivo e é citado como um dos mecanismos pelos quais a FBMt pode promover melhora funcional.

2) Perfusão cerebral e microcirculação

Em um estudo de caso com atleta (hóquei) e histórico de múltiplas concussões, um protocolo domiciliar com LEDs 810 nm foi associado ao aumento de perfusão cerebral, além de mudanças estruturais e funcionais medidas por neuroimagem.

3) Conectividade funcional (o “entrosamento” entre redes do cérebro)

Um estudo descreve melhora de conectividade funcional após semanas de tPBM, algo extremamente relevante para performance — porque decisão, atenção e controle motor dependem de redes integradas, não de uma área isolada.

Do laboratório ao consultório: onde o Capacete Neurollux se encaixa?

Para profissionais que buscam padronização e reprodutibilidade, o dispositivo é parte do sucesso. 

O Capacete Neurollux é um equipamento de fototerapia em formato de capacete com 204 emissores (LEDs), aprovado pela Anvisa.

Na prática clínica esportiva, ele tende a ser considerado quando o objetivo é:

  • otimizar performance neural (atenção, foco, tempo de reação);
  • apoiar recuperação neurometabólica em fases de carga intensa;
  • integrar estratégias para fadiga central e sobrecarga cognitiva;
  • dar suporte complementar em concussão/lesão cerebral (sempre com avaliação e acompanhamento multiprofissional).

Performance não é apenas força e resistência. É eficiência cerebral.
E a fotobiomodulação transcraniana está sendo estudada como ferramenta para modular metabolismo, perfusão e redes neurais… Fatores diretamente ligados ao foco, à decisão e à recuperação do atleta.

FAQ – Capacete Neurollux para atletas

1) O que é o Capacete Neurollux?
Um dispositivo de fotobiomodulação transcraniana em formato de capacete, com múltiplos emissores de luz (LEDs), voltado ao uso clínico.

2) Fotobiomodulação transcraniana serve para performance esportiva?
Ela é estudada como suporte à eficiência neural (atenção, conectividade, perfusão e metabolismo), fatores que influenciam na performance.

3) Qual a relação com tempo de reação e tomada de decisão?
Essas funções dependem de redes neurais integradas e alto custo energético cerebral; estudos com FBMt relatam mudanças em conectividade e perfusão.

4) E em concussão no esporte?
Há relatos e discussões científicas sobre fotobiomodulação transcraniana em TBI/concussão, incluindo um estudo de caso com atleta e melhora em exames de neuroimagem e testes.

5) É uma terapia principal?
Não. O uso é complementar e depende da orientação de um profissional de saúde.

Se você trabalha com saúde, esporte e reabilitação e quer levar a discussão de performance para além dos músculos, conheça o Capacete Neurollux e entenda como incorporar a fotobiomodulação transcraniana em uma abordagem clínica moderna, com foco em eficiência cerebral, recuperação e consistência de performance.

Referências bibliográficas

1-LIM, Lew. Traumatic brain injury recovery with photobiomodulation: cellular mechanisms, clinical evidence, and future potential. Cells, Basel, v. 13, n. 5, p. 385, 23 fev. 2024. Disponível em: <https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10931349/>. Acesso em: 23 fev. 2026.

2- LINDSEY, Hannah M.; ESOPENKO, Carrie; WILDE, Elisabeth A.; et al. Transcranial photobiomodulation promotes neurological resilience in current collegiate American football players exposed to repetitive head acceleration events. Journal of Sport Rehabilitation, [S. l.], publicado online em 20 jan. 2026. Disponível em: <https://doi.org/10.1177/08977151251403554>. Acesso em: 23 fev. 2026.

3- CHAO, Linda L.; BARLOW, Cody; KARIMPOOR, Mahta; LIM, Lew. Changes in brain function and structure after self-administered home photobiomodulation treatment in a concussion case. Frontiers in Neurology, Lausanne, v. 11, 7 set. 2020. Disponível em: <https://doi.org/10.3389/fneur.2020.00952>. Acesso em: 23 fev. 2026.

4-SANTOS, João Gustavo Rocha Peixoto dos; PAIVA, Wellingson Silva; TEIXEIRA, Manoel Jacobsen. Transcranial light-emitting diode therapy for neuropsychological improvement after traumatic brain injury: a new perspective for diffuse axonal lesion management. Medical Devices: Evidence and Research, Auckland, v. 11, p. 139–146, 26 abr. 2018. Disponível em: <https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5927185/>. Acesso em: 23 fev. 2026.

5- UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Light might recover patients with severe traumatic brain injury. USP Notícias, São Paulo, 20 maio 2019. Disponível em: <https://www5.usp.br/news/light-might-recover-patients-with-severe-traumatic-brain-injury/>. Acesso em: 23 fev. 2026.

6- SANTOS, João Gustavo Rocha Peixoto dos; PAIVA, Wellingson Silva; TEIXEIRA, Manoel Jacobsen. The current role of non-invasive treatments in traumatic brain injury. Journal of Neurological Disorders, 2020. Disponível em: <https://french.hilarispublisher.com/abstract/the-current-role-of-noninvasive-treatments-in-traumatic-brain-injury-36577.html>. Acesso em: 23 fev. 2026.

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