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Obesidade e sedentarismo: como a fotobiomodulação integrada pode ajudar?

Sobre obesidade e sedentarismo, antes de falar em mudança de estilo de vida, vale fazer uma pergunta incômoda: e se o seu corpo estiver tentando mudar… com o cérebro operando no modo economia de energia

Tratar a obesidade como “falta de força de vontade” e o sedentarismo como “preguiça” é tentador, mas cientificamente superficial. O corpo não lê moral. O corpo lê sinais biológicos.

Quando obesidade e sedentarismo se encontram, eles criam um cenário que vai muito além do espelho: um estado de inflamação crônica, alterações metabólicas e impacto direto no cérebro — que é justamente o órgão que regula comportamento, motivação, apetite, tomada de decisão e adesão ao tratamento.1

A proposta deste artigo é simples: mostrar por que faz sentido pensar em fotobiomodulação integrada, unindo fotobiomodulação transcraniana e fotobiomodulação sistêmica como abordagem complementar para suporte metabólico e cerebral, ao lado do que continua sendo essencial: 

  • atividade física regular;
  • sono; 
  • nutrição;
  • e acompanhamento profissional.

Obesidade e sedentarismo são estados inflamatórios 

A obesidade é reconhecida por envolver um estado inflamatório crônico e por se associar a alterações sistêmicas como resistência à insulina/leptina e mudanças no metabolismo cerebral.

A homeostase energética depende da comunicação integrada entre órgãos endócrinos, sistema imune e sistema nervoso parassimpático (nervo vago). Na obesidade, o aumento da sinalização inflamatória e a disfunção dessa comunicação podem comprometer a regulação energética sistêmica e impactar a função cognitiva.2

O sedentarismo, por sua vez, não é apenas “não fazer exercício”: é também passar tempo demais em comportamento sedentário (sentado, reclinado, deitado, ou seja, com baixo gasto energético). E isso tem impacto na qualidade de vida e na saúde ao longo do tempo — inclusive  no humor, na energia e na disposição.

Essa resposta inflamatória persistente contribui para a resistência hormonal e aumenta significativamente o risco de doenças neurodegenerativas, como o Mal de Alzheimer.

O que acontece no cérebro quando o metabolismo está em desequilíbrio?

O cérebro é um órgão metabolicamente caro. Ele depende de energia, oxigenação, perfusão e sinalização bem reguladas para manter funções como foco, controle inibitório, motivação, planejamento e tomada de decisão.

Na literatura médica, aparecem três eixos com frequência quando falamos de obesidade impactando o cérebro:

  1. Resistência insulínica e sinalização alterada no sistema nervoso central
    Há revisões discutindo como a obesidade se associa à resistência insulínica no cérebro e à disfunção mitocondrial, com possíveis repercussões na cognição.3
  2. Perfusão e microcirculação como peça do quebra-cabeça
    Estudos brasileiros4 apontam o impacto da obesidade sobre microvasos e microcirculação, afetando a irrigação sanguínea de tecidos e órgãos.
  3. Disfunção mitocondrial e baixa energia celular
    A mitocôndria é o “motor” bioenergético. Quando há estresse oxidativo, inflamação e sinalização metabólica menos eficiente, esse motor pode desacelerar e o cérebro sente isso.3

Para muita gente, o desafio não é só “emagrecer”. É conseguir ter clareza mental, energia e consistência para sustentar as mudanças.

Se o cérebro regula comportamento, por que tratar tudo como “só disciplina”?

Porque é mais fácil culpar a pessoa do que redesenhar o cuidado.

Mas, do ponto de vista clínico, é estratégico lembrar: o cérebro é regulador central do metabolismo e do comportamento. Quando ele está em modo inflamatório (hipometabólico), a adesão costuma cair.

Aqui entra uma pergunta-chave para profissionais e pacientes: e se, além de mexer no estilo de vida, também for proporcionado suporte biológico ao centro de comando do corpo?

O que é fotobiomodulação integrada?

Fotobiomodulação (FBM) é o uso terapêutico de luz (frequentemente vermelha e infravermelha próxima) para modular processos celulares, com mecanismos propostos envolvendo bioenergética mitocondrial, sinalização redox e vias relacionadas à perfusão.

Quando falamos em fotobiomodulação integrada, estamos falando de atuar em dois níveis:

A lógica não é “substituir dieta e exercício”. É aumentar a chance de adesão ao tratamento, reduzir atritos biológicos e apoiar o organismo enquanto as mudanças estruturais acontecem.

FBM transcraniana: por que ela pode ter relação com motivação, foco e adesão?

Em modelos experimentais, a luz infravermelha próxima da FBM transcraniana foi estudada por sua relação com neuroinflamação e marcadores de plasticidade. 

  • Em camundongos com obesidade induzida por dieta, houve redução de marcadores de ativação glial e citocinas pró-inflamatórias, com aumento de BDNF após intervenção com NIR transcraniana.5
  • Em humanos, há revisões descrevendo pesquisas com fotobiomodulação transcraniana e desfechos cognitivos (atenção, desempenho executivo etc.).6

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ILIB Sublingual: como ele pode influenciar?

A obesidade é uma condição sistêmica. Inflamação, estresse oxidativo, metabolismo energético e vascularização não ficam “só no abdômen”. Por isso, faz sentido clínico considerar uma intervenção sistêmica complementar. 

Revisões recentes sobre ILIB7 apontam uma intervenção promissora e com potenciais efeitos sistêmicos. Na prática, a integração com uma abordagem transcraniana ajuda a construir um raciocínio completo: corpo e cérebro no mesmo plano terapêutico, cada um com sua estratégia.

Para quem a fotobiomodulação integrada pode fazer sentido?

Em especial, quando há, em quadro de obesidade e sedentarismo:

  • queixa de baixa energia, dificuldade de foco e de rotina;
  • histórico de efeito-sanfona e baixa adesão;
  • sinais de sedentarismo prolongado (passar muitas horas sentado);
  • plano clínico que já inclui nutrição, sono e progressão de movimento, mas precisa de suporte complementar.

Importante: a fotobiomodulação não é monoterapia para obesidade nem substitui abordagem médica, nutricional e atividade física.

FAQ (perguntas que pacientes e profissionais fazem)

A fotobiomodulação “emagrece”?
A proposta não é “queimar gordura com luz”. É oferecer suporte biológico para cérebro e organismo dentro de um plano terapêutico amplo.

Dá para usar sem fazer exercício?
Tecnicamente, qualquer intervenção isolada tem efeito limitado. A integração faz mais sentido quando ela ajuda a pessoa a se mover mais.

É seguro?
De modo geral, a FBMt é considerada não invasiva; ainda assim, a segurança depende do protocolo, da condição clínica e da orientação profissional. 

Referências bibliográficas

1- NETO, Alexandre; FERNANDES, Adelaide; BARATEIRO, Andreia. The complex relationship between obesity and neurodegenerative diseases: an updated review. Frontiers in Cellular Neuroscience, v. 17, art. 1294420, 2023. DOI: 10.3389/fncel.2023.1294420. Disponível em:https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10665538/. Acesso em: 26 fev. 2026.

2- LE THUC, Ophélia; GARCÍA-CÁCERES, Cristina. Obesity-induced inflammation: connecting the periphery to the brain. Nature Metabolism, [S.l.], 2024. Disponível em:https://doi.org/10.1038/s42255-024-01079-8. Acesso em: 18 fev. 2026.

3- SRIPETCHWANDEE, Jirapas; CHATTIPAKORN, Nipon; CHATTIPAKORN, Siriporn C. Links between obesity-induced brain insulin resistance, brain mitochondrial dysfunction, and dementia. Frontiers in Endocrinology (Lausanne), v. 9, art. 496, 2018. DOI: 10.3389/fendo.2018.00496. Disponível em:https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC6127253/. Acesso em: 26 fev. 2026.

4- INSTITUTO OSWALDO CRUZ (IOC). Obesidade prejudica microcirculação do sangue. Informe IOC Online, Rio de Janeiro, ano XVII, n. 35, 8 dez. 2011. Disponível em:https://www.ioc.fiocruz.br/informeioconline/2011/081211/08_12_11.pdf. Acesso em: 26 fev. 2026.

5- SAIEVA, Salvatore; TAGLIALATELA, Giulio. Near-infrared light reduces glia activation and modulates neuroinflammation in the brains of diet-induced obese mice. Scientific Reports, [S.l.], v. 12, art. 10848, 2022. DOI: 10.1038/s41598-022-14812-8. Disponível em:https://www.nature.com/articles/s41598-022-14812-8. Acesso em: 26 fev. 2026.

6- PAN, Wei-tong; LIU, Pan-miao; MA, Daqing; YANG, Jian-jun. Advances in photobiomodulation for cognitive improvement by near-infrared derived multiple strategies. Journal of Translational Medicine, v. 21, art. 135, 2023. DOI: 10.1186/s12967-023-03988-w. Disponível em:https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9945713/. Acesso em: 26 fev. 2026.

7- DÍAZ, Leonardo; GIL, Alain Chaple; VON MARTTENS, Alfredo; BASUALDO, Javier; SOTOMAYOR, Claudio; VERA BECERRA, Alexis; BELTRÁN, Víctor; JORQUERA, Gilbert; CAVIEDES, Rodrigo; FERNÁNDEZ, Eduardo. The clinical efficacy of intravascular laser irradiation of blood (ILIB): a narrative review of randomized controlled trial. Photodiagnosis and Photodynamic Therapy, [S.l.], v. 53, art. 104618, 2025. DOI: 10.1016/j.pdpdt.2025.104618. Disponível em:https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40324571/. Acesso em: 26 fev. 2026.

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